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DENTRE OS CASOS GRAVES ESTÁ O DE UM HOMEM DE 53 ANOS, MORADOR EM SÃO PEDRO DO PARANÁ. ELE SENTIU OS PRIMEIROS SINTOMAS NO DIA 1º DE MAIO E FOI ATENDIDO INICIALMENTE EM LOANDA. O ESTADO SE AGRAVOU

 A 14ª Regional de Saúde confirmou ontem que sete pessoas estão internadas na Santa Casa de Paranavaí com sintomas de gripe, as chamadas síndromes respiratórias. Destes, dois são pacientes graves com diagnóstico confirmado de Gripe A (H1N1), conforme já divulgado pelo Diário do Noroeste no início deste mês. Dentre os casos graves está o de um homem de 53 anos, morador em São Pedro do Paraná. Ele sentiu os primeiros sintomas no dia 1º de maio e foi atendido inicialmente em Loanda. O estado de saúde se agravou e houve a transferência para a Santa Casa.  Ele permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mantido com ventilação mecânica, identificada popularmente como respirando por aparelhos.  Também respira por aparelho o outro homem internado na UTI com H1N1. Ele é de Loanda e sua condição é grave, mas definida como estável.  Mais dois pacientes estão em UTI, mas em estado considerado menos preocupante. Outros três pacientes permanecem nas alas, sem gravidade. Os pacientes hospitalizados são de Loanda (02), de Paranavaí (02), São Pedro do Paraná (1), São João do Caiuá (1), Guairaçá (1).  ORIENTAÇÃO TÉCNICA - A orientação da Secretaria de Estado da Saúde para os profissionais de saúde é medicar todos os pacientes com sintomas respiratórios que podem indicar Gripe A (H1N1).  A informação é da chefe da Vigilância Epidemiológica da 14ª Regional de Saúde, Fernanda Obana, com base na orientação que obteve em seminário nos dias 14 e 15 deste mês, em Curitiba.  Ela confirma que aguarda apenas o fechamento dos protocolos estaduais para fazer uma reunião técnica com médicos e enfermeiros da região, transmitindo tais orientações.  Nacionalmente a recomendação é de que o medicamento antiviral Tamiflu (Oseltamivir) deva ser aplicado preferencialmente nas primeiras 24 horas após a suspeita da doença, sem que haja necessidade de se confirmar o diagnóstico por exame laboratorial.  Nada impede, no entanto, que o profissional de saúde faça uso do medicamento após o período, assim que constatar o quadro de síndrome no paciente. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre elevada, prostração e dores pelo corpo. A orientação no Paraná não é nova e vale desde o ano passado, esclarece Fernanda Obana.  Em Paranavaí a coleta de material para exame é feita por amostragem, chamadas unidades sentinelas. Também é recolhido material nos casos graves. O objetivo é detectar quais vírus estão circulando e assim nortear as políticas públicas de combate e prevenção.  VACINAÇÃO CONTINUA - Embora a campanha esteja encerrada desde o último dia 10, a vacinação contra a gripe continua nos postos de saúde de toda a região e seguirá enquanto houver doses disponíveis. Fernanda Obana explica que a vacina é destinada aos grupos considerados mais vulneráveis e já divulgados pelo Ministério da Saúde.   Dentre os grupos, crianças de até os cinco anos incompletos, pessoas a partir dos 60 anos, gestantes, mulheres que tiveram filhos há até 45 dias e profissionais de saúde. Todas as cidades da região atingiram o índice mínimo, ou seja, vacinar 80% da meta prevista pelo Ministério da Saúde. Foram enviadas 64.174 doses, sendo 21.092 para Paranavaí.  DIVULGAÇÃO Por conta dos novos casos de Gripe H1N1, o Ministério da Saúde reforçou as preocupações. São Paulo concentra o maior número de casos e também de mortes. Para auxiliar no entendimento, a BBC Brasil publicou ontem perguntas e respostas mais frequentes, que valem a pena reproduzir como instrumento de auxílio à população no entendimento da doença.    01 - Que medidas emergenciais o governo decidiu tomar para lidar com a situação? A principal medida anunciada nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde é alertar médicos, tanto do serviço público como os que atendem planos de saúde, para que receitem Tamiflu mais rapidamente. Um levantamento feito pelo Ministério no ano passado no Rio Grande do Sul mostrou que apenas 5% das vítimas receberam o medicamento nas 48 horas iniciais. Segundo o governo, serão organizadas reuniões e videoconferências para alertar e instruir hospitais e centros médicos, além da distribuição de 1,2 milhões de doses de Tamiflu e da liberação de recursos para os Estados mais afetados. 02 - Se os sintomas da H1N1 são tão parecidos com os da gripe comum, como determinar quem deve receber o Tamiflu? A orientação é receitar o antiviral para todas as pessoas que fazem parte do grupo de risco e que apresentem sintomas de gripe, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento. Integram esse grupo crianças menores de 2 anos, gestantes, puérperas (mulheres nos 45 dias após o parto), idosos, obesos e doentes crônicos. Para quem não faz parte desse segmento mais vulnerável, o Tamiflu deve, segundo o Ministério, ser receitado para pacientes com sinais de agravamento de do quadro gripal, com sintomas como febre alta por três dias e dificuldade para respirar. 03 - É preciso fazer o teste para se comprovar H1N1? Apesar de ser possível determinar se há o vírus H1N1 com o teste, ele não é indicado porque seu resultado pode não vir a tempo do prazo indicado para se começar a tomar o Tamiflu. "Apesar de haver exames de resultado rápido, eles não são eficazes especialmente porque podem não estar disponíveis no local onde o paciente está", explica o infectologista da Unesp. Assim, o governo está fazendo o teste apenas para identificar melhor o vírus em circulação este ano. 04 - Planos de saúde cobrem o teste? De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, não há cobertura obrigatória pelos planos de saúde para exames que detectam a gripe H1N1. 05 - Os números apresentados pelo governo são atuais? Sim, foram coletados até 12 de maio. Os municípios não são obrigados a reportar a instâncias superiores todos os casos de H1N1. No entanto, devem fazer a notificação obrigatória e imediata nos casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave. Por isso, o governo federal tem números relativamente atualizados. 06 - O que o governo deve fazer para evitar um cenário parecido no ano que vem? Além de alertar médicos a receitar Tamiflu nos casos citados acima, o infectologista Carlos Magno Fortaleza vê como prioridade incentivar uma maior adesão à vacina contra gripe. "A vacina da gripe é constantemente bombardeada por boatos de que faz mal, de que tem efeitos colaterais... Há sempre idosos que não querem tomar. Neste ano, muitas grávidas não tomaram e isso certamente está relacionado a esses boatos. Muitos obstetras ainda temem essa vacina", diz. "É preciso pensar em uma estratégia de como divulgá-la melhor e acabar com esses temores infundados". 07 - Há mais casos de H1N1 neste ano em relação a anos anteriores? Ainda não. De 1º de janeiro a 12 de maio de 2013, foram notificados em todo o país 4.713 casos mais graves de gripe, classificados como síndrome respiratória aguda grave. Destes, 388 casos foram confirmados para o vírus Influenza A (H1N1). No mesmo período deste ano, foram confirmados 61 mortes por H1N1. Durante o ano de 2012, foram registrados 20.539 casos da síndrome respiratória aguda grave, sendo confirmados 2.614 para A (H1N1). No ano passado, foram contabilizadas 351 mortes por esse vírus. Em 2011, foram 113 mortes e em 2010, 21. A epidemia de H1N1 ocorreu em 2009, quando foram registrados mais de 50 mil casos, sendo 2.060 mortes. 08 - Qual a diferença entre a gripe comum e a influenza A (H1N1), também conhecida como Gripe A? Elas são causadas por diferentes subtipos do mesmo vírus da influenza. O subtipo A (H1N1) produziu a pandemia de 2009 e continua circulando como mais um dos subtipos do vírus da influenza. (Fonte: BBC Brasil).    

Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOTICIA/CIDADES/LOCAL/48374-REGIONAL-DE-SAUDE-EM-PARANAVAI-CONFIRMA-SETE-INTERNACOES-POR-GRIPE#.UZ39C6K1GLO


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