NOTÍCIAS

ALGUNS ITENS CHEGARÃO AO ESTADO JÁ NO PRÓXIMO SEMESTRE, COMO CÂMERAS PARA HELICÓPTEROS, EQUIPAMENTOS PARA REMOÇÃO DE VÍTIMAS DE TRÂNSITO E PLATAFORMAS DE OBSERVAÇÃO DE AGLOMERAÇÕES

 O Paraná deverá receber R$ 75 milhões em equipamentos de segurança do governo federal visando à Copa do Mundo de 2014. No total, as 12 cidades-sede do evento receberão investimentos na ordem de R$ 1,17 bilhão, que serão utilizados na construção de 14 Centros Integrados de Comando e Controle (CICC). A expectativa é de que a licitação para a escolha da empresa ocorra em até 90 dias e a infraestrutura esteja pronta até dezembro de 2013. O valor destinado ao Pa­ra­ná é uma estimativa da Polícia Militar do estado. O Ministério da Justiça ainda não confirma a fatia do bolo de cada sede do evento. Segundo o major Nelson Pisque, presidente da Câmara de Segurança da Secretaria Especial para Assuntos da Copa do Mundo no Paraná, os centros possibilitarão integrar as polícias Federal e Rodoviária Federal com a Força Nacional de Segurança Pública e com todas as polícias estaduais cujas capitais terão jogos. “Se houver uma ocorrência em Fortaleza, teremos os detalhes dela no Paraná. Assim, podemos evitar que uma mesma pessoa cause transtornos em diversas cidades-sede”.De acordo com a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, o Dis­trito Federal e as 11 capitais-sede do evento da Fifa receberão um CICC regional. Brasília e Rio de Janeiro serão contemplados também com centros nacionais, unidades responsáveis por interligar todas as demais sedes regionais. As primeiras capitais a receberem os CICC são aquelas que sediarão a Copa das Confederações (Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza e Natal). O governo federal prevê que essas cidades vão começar a receber os equipamentos a partir de fevereiro e que os centros estejam instalados até maio do mesmo ano – um mês antes do evento. Apesar de não sediar a Copa das Confederações, Curi­­tiba e as demais capitais também devem receber seus primeiros equipamentos no primeiro semestre de 2013. “Como algumas aquisições são feitas em lotes, é possível que recebamos antes alguns itens”, diz Pisque. Equipamentos Entre o que deve ser antecipado, a Polícia Militar do Paraná deverá ganhar um equipamento que será acoplado a um dos dois helicópteros da corporação para captar imagens e enviá-las aos centros de controle. Além disso, deve receber três desencarceradores, para remoção de vítimas de trânsito, e três plataformas de observação e plataformas móveis que comportam até três policiais e contarão com câmeras para facilitar a observação de aglomerações no mundial. Além desses três itens, cada estado deverá receber do governo federal links de comunicação para os centros de controle fixo e móveis, 200 unidades de tecnologia embarcada para viaturas, kits de operação não letais, com pistolas elétricas e lançadores de granadas de gás lacrimogêneo, e um sistema antibomba completo (veículo, roupa de desfragmentação, robô antibomba e raios X), além de uma delegacia móvel integrada aos CICC. Segundo a Polícia Militar, está indefinido o local onde o centro de comando e controle paranaense será instalado, mas a sede da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), no Centro Cívico de Curitiba, é um dos locais estudados para receber as instalações. O estado ainda contará com outros dois centros móveis, que funcionarão em ônibus, e outro que ficará na Arena da Baixada, estádio sede de quatro partidas da Copa do Mundo. Tanto o governo federal quanto o estadual garantem que, após os eventos da Fifa, os equipamentos continuarão à disposição dos estados. “Vamos continuar integrados e o governo federal deverá integrar em médio e longo prazo as demais capitais que não são sedes dos jogos com centros de menor porte”, adianta Pisque. Evento também terá centro de segurança internacional Além dos 12 centros de comando e controle regionais, a Copa de 2014 também terá um Centro de Cooperação Policial Internacional, composto por forças de segurança de todos os países envolvidos na competição e por países que fazem fronteira com o Brasil. De acordo com o Plano Estratégico de Segurança do evento, do Ministério da Justiça, cada país deverá ter dez representantes, sendo que dois ficarão no centro policial internacional e oito em locais de concentração dos seus torcedores. Esses membros internacionais estarão desarmados. A segurança no país foi dividida em três eixos de ação: ameaça estratégica, proteção de portos, aeroportos e fronteiras e ameaças internas. A Polícia Federal brasileira já dispõe de dados do sistema de procurados internacionalmente da Interpol, a polícia criminal internacional, mas estuda a possibilidade de dar acesso a esse sistema às demais forças policiais envolvidas no evento. Em arenas esportivas, campos e centros de treinamento, hotéis de seleções e de membros da Fifa, a segurança será responsabilidade de agências privadas, contratadas exclusivamente para a Copa do Mundo e Copa das Confederações. Isso será algo inédito no país, já que a segurança em estádios ainda é realizada pelas forças policiais. Integração depende de mudanças políticas A integração das forças policiais proposta pela instalação dos Centros Integrados de Comando e Controle pode não ocorrer se não houver políticas convergentes. Esta é a opinião do sociólogo Pedro Bodê, coordenador do Grupo de Estudos da Violência da Universidade Federal do Paraná. “O aporte técnico-científico em uma estrutura arcaica melhora um pouco, mas a eficácia é baixa. Esse rearranjo [integração policial] depende de questões políticas”, diz. Segundo o sociólogo, a prática mostra que existe concorrência policial, bem distante da almejada integração. “É a famosa briga entre as polícias”. Ele vê com desconfiança a proposta de integração entre as cidades-sede da Copa das Confederações, que receberão os equipamentos um mês antes do evento. “Essas coisas exigem treinamento, não é só apertar um botão”, critica.

Créditos : HTTP://WWW.GAZETADOPOVO.COM.BR/COPA2014/SEGURANCA/CONTEUDO.PHTML?TL=1&ID=1289890&TIT=PARANA-TERA-R-75-MI-EM-SEGURANCA


PÁG. ANTERIOR

Acessibilidade

Confira também: