VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR NA QUANTIDADE DE ÁGUA QUE CONSOME? ESCOVAR OS DENTES, TOMAR BANHO, LAVAR ROUPAS, COZINHAR... DE ACORDO COM A SANEPAR, UMA PESSOA É RESPONSÁVEL PELO CONSUMO MÉDIO DE 150 LITROS DE ÁGUA POR DIA. A CADA MÊS, EM UMA CASA COM QUA
O diretor Regional da Sanepar de Paranavaí, Arnaldo Rech, aponta algumas medidas simples que resultam na preservação deste recurso natural, vital para a sobrevivência na Terra. Além disso, seguir as dicas pode significar redução no valor da conta de água. Não deixe a torneira aberta enquanto lava a louça, escova os dentes ou ao fazer a barba. Use a água do tanque (ou da máquina) em que a roupa foi lavada para limpar calçadas e pisos. Verifique se há vazamentos nas instalações da rede interna e prefira vasos sanitários menores, porque utilizam menos água para a descarga. Ao tomar tais cuidados, cada pessoa conseguiria economizar até 30 litros de água por dia, sem comprometer o conforto e o atendimento às necessidade básicas do dia a dia. ÁGUA EM NÚMEROS - O coordenador da área comercial da Sanepar de Paranavaí, Anderson Silva Santos Carmo, afirma que em toda a região são 76.476 ligações de água, das quais 27.707 estão em Paranavaí. Segundo ele, 100% da população urbana dos municípios atendidos pela companhia de saneamento é abastecida com água tratada. Em Paranavaí, a rede de esgoto compreende mais de 82% da área urbana, segundo números levantados em dezembro do ano passado. Alto Paraná, Loanda, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paraná City, Porto Rico e São João do Caiuá são outros municípios da região que contam com assistência do escritório regional da Sanepar. Carmo diz que a expectativa é de que a companhia de abastecimento invista R$ 15,5 milhões na ampliação da rede de esgoto até 2014. Com os novos recursos, a cobertura passaria de 82% para 92% só em Paranavaí, um índice que se compara a grandes centros urbanos de países desenvolvidos. Sanepar vai investir em melhorias no sistema de abastecimento O gerente regional da Sanepar de Paranavaí, Arnaldo Rech, afirma que o sistema de abastecimento de água no município precisa ser reavaliado. Segundo ele, um projeto está sendo feito para que novos investimentos tornem o sistema de abastecimento mais moderno. A ideia é que a partir do ano que vem não haja pontos de estrangulamento e o posicionamento dos reservatórios seja revisto. “A cidade cresceu, por isso, precisamos repensar a forma de distribuir água para a população”, diz Rech. (RS) Uso racional da água é essencial para atividades rurais A água é essencial para as atividades agrícolas e pecuárias, que estão entre as principais fontes econômicas de Paranavaí e região. O consumo racional, portanto, é a garantia de que bons resultados continuarão sendo conquistados. Para evitar o desperdício, o engenheiro florestal do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Enir Limberger, dá uma dica importante para os produtores: utilizar quebra-ventos diminui o índice de evaporação da água. Para se ter uma ideia, sistemas de irrigação de pastos a jato ou por aspersos resultam em até 35% de perdas, por causa dos ventos. Cortinas e lençóis utilizados ao redor o local onde a irrigação é feita pode acabar com as perdas e reduzir o consumo de água. Três mananciais da região têm água própria para o consumo Mais do que evitar que a água potável do planeta acabe, trabalhar pela preservação é fundamental para garantir que este recurso natural esteja disponível para o consumo em todas as épocas do ano. Enir Limberger, engenheiro florestal do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), alerta sobre períodos de seca, por exemplo. Neste sentido, o consumo racional é fundamental. Em algumas cidades, o uso de cisternas na área rural é bastante difundido. “Os produtores rurais acumulam a água da chuva e abrem o reservatório quando é necessário”, explica Limberger. De acordo com o engenheiro florestal, três mananciais da região são definidos como de Classe A, ou seja, têm água própria para o consumo. São eles: Caiuá, Arara e Floresta. Já o Ribeirão Paranavaí e o Suruquá, por exemplo, apresentam problemas de alta carga de dejetos e poluentes industriais. (RS)
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