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OS SOJICULTORES DE TODA A REGIÃO DA AMUNPAR IRÃO AMARGAR UM GRANDE PREJUÍZO NA SAFRA QUE ESTÁ TERMINANDO DE SER COLHIDA. A CHUVA DE FORMA DESORDENADA PROVOCOU UMA QUEDA PRÓXIMA DE 50% NA PRODUÇÃO.

   A previsão no início da safra era de colher 1,2 milhões de sacas de soja. Até a última quinta-feira, aproximadamente 85% da área tinha sido colhida e a previsão caiu para 670 mil sacas, o que provocará um prejuízo superior a R$ 24 milhões. O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Escritório Regional de Paranavaí, previa que as 1,2 milhões de sacas dariam aproximadamente R$ 56,2 milhões.  Com a queda de 43% da produção o número foi atualizado para R$ 32,1 milhões. Faltando 15% de área para ser colhida, o pesquisador técnico do Deral, Ênio Luiz Debarba, faz uma projeção que a queda deve se aproximar de 50%.  “O problema é que choveu o suficiente em poucos dias do mês. Com isso o sol castigou e a forte onda de calor ajudou a atrapalhar o desenvolvimento, a floração e a frutificação da soja. Somando todos esses fatores chegou-se a esse grande prejuízo”, explicou Debarba. O técnico comentou que houve casos em que produtores não irão ter prejuízos, mas ressaltou que a grande maioria terá que absorver o impacto causado pela safra.  “Em uma mesma cidade houve propriedade que teve uma produtividade de 120 sacas por alqueire, em outra esse número caiu para seis sacas. A média histórica em nossa região é de 124 sacas ou 7.440 quilos por alqueire”, disse. 4ª MAIOR CULTURA - A cultura de soja tem a quarta maior área plantada na região da Amunpar, informa Debarba. Nessa safra foram plantados 22.820 hectares.  O município de Querência do Norte é o maior produtor com 4.800 hectares. Ele é seguido por Santa Cruz de Monte Castelo (3.900), São Carlos do Ivaí (3.500), Paraíso do Norte (2.300) e Cruzeiro do Sul (1.939). Debarba acredita que não haverá redução na área plantada para a próxima safra de soja. Explica que os agricultores que optam por essa cultura, precisam fazer grande investimento em maquinários e isso não é fácil de desfazer de uma hora para outra. “Essa é uma atividade que não existem aventureiros. A maioria dos produtores possuem máquinas caras e específicas para essa cultura. O que deverá acontecer uma absorção desse prejuízo e torcer para que a próxima safra seja tão boa como a que aconteceu há dois anos”, falou o pesquisador. Para ajudar os agricultores os preços da soja no Brasil continuaram firmes nos últimos dias, com a demanda prevalecendo sobre a oferta. Compradores internacionais seguem ativos, com registros de grandes quantidades a serem embarcadas nos portos brasileiros (principalmente Santos e Paranaguá) nos próximos dias.

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