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FIRJAN APONTA QUE SETORES COMO PUBLICIDADE E ARTES CÊNICAS PRODUZEM 1,8% DA RIQUEZA DO ESTADO, MAS PAGAM MELHOR EM OUTROS ESTADOS

O Paraná é o quinto maior gerador de riquezas na indústria criativa, mas apenas o nono em um ranking de média salarial do país, composto por 13 estados. Os dados fazem parte do estudo “A Cadeia da Indústria Criativa no Brasil”, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Os salários médios pagos pela indústria criativa no Paraná, R$ 1.673, é 27% menor que a média nacional, de R$ 2.296. O Rio de Janeiro tem a melhor remuneração no segmento, com salário mensal de R$ 3.014.

A pesquisa, com dados de 2010, levantou dados de 13 estados, que juntos correspondem a 90% da indústria criativa do país, que emprega profissionais nas áreas de publicidade, arquitetura e artes visuais, por exemplo. Das dez áreas analisadas, em oito os paranaenses recebem salários abaixo da média nacional (veja no infográfico). Os destaques ficam para Design, com remuneração acima da média, e Artes Cênicas, com o melhor salário do país.

O designer João Ângelo Belotto Filho trabalha desde 2010 em sua própria agência de design, em Curitiba. Dos sete funcionários, cinco trabalham com artes visuais. Para ele, há boas perspectivas no setor, principalmente no interior do estado. “No Paraná existem faculdades muito boas e por ser uma profissão relativamente nova, há muito espaço para crescer. A demanda por profissionais é alta”, analisa.

Os salários pagos aos profissionais de design na Região Sul chamam a atenção, por serem, no geral, mais altos que a média nacional – Santa Catarina tem a melhor remuneração do país para designers.

Para o gerente de estudos econômicos da Firjan, Guilherme Mercês, os salários no Paraná não são ruins e estão abaixo da média nacional porque as remunerações pagas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo elevam os valores. “Esses estados puxam a média para cima, por causa da vocação que esses estados têm para determinados segmentos. Essa indústria possui um alto valor agregado e exige alta qualificação profissional. Há muito espaço para crescer, em todo o país, e certamente nos próximos anos haverá melhora nesses índices e oportunidade de crescimento”, analisa Mercês.

É nessa perspectiva que se baseia o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, que acredita que nos próximos anos haverá mais equilíbrio nos salários pagos no Paraná. “Eu fico feliz por esse dado, que mostra que o estado está gerando riquezas com a indústria criativa. Porém, sabemos que é preciso mais investimentos em inovação e uma melhora no nível da educação. A tendência é que os salários pagos no Paraná fiquem maiores e na próxima pesquisa deve haver mudança. É um novo filão a ser explorado”, ressalta Campagnolo.

Como explicação ao salário pago em artes cênicas, o economista da Firjan cita as várias atividades culturais em diversas cidades do Paraná. “São diversos festivais de teatro e dança, que ajudam na melhor remuneração”, avalia Mercês.

Em 2010, de acordo com o levantamento da Firjan, trabalhavam na cadeia da indústria criativa 671 mil paranaenses – 330 mil na indústria, 202 mil no comércio e 138 mil no setor de serviços. O PIB gerado pela indústria criativa no Paraná em 2010 foi de R$ 40,5 bilhões e corresponde a 1,8% de todas as riquezas do estado

Créditos : HTTP://WWW.GAZETADOPOVO.COM.BR/ECONOMIA/CONTEUDO.PHTML?TL=1&ID=1218099&TIT=PARANA-CRIATIVO-EMPREGA-671-MIL


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