UMA OPERAÇÃO EM CONJUNTO DO INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ (IAP) COM INTEGRANTES DA POLÍCIA FLORESTAL (FORÇA VERDE) ACABOU NA APREENSÃO DE MAIS DE 40 PÁSSAROS SILVESTRES QUE ERAM CRIADOS EM GAIOLAS EM RESIDÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE TAMBOARA. TRÊS PESSOAS
Além de responder criminalmente os envolvidos ainda foram multados em R$ 11 mil. A operação aconteceu depois de denúncias anônimas e foi possível graças a mandados de busca e apreensão emitidos pelo Poder Judiciário. Seis residências na cidade e em outras duas propriedades rurais foram fiscalizadas.
O coordenador de fiscalização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Paranavaí, Moacir Crespi, disse que os pássaros serão avaliados por biólogos e médicos veterinários. Eles dirão se os animais podem ser devolvidos para a natureza.
Crespi afirmou que a multa foi de R$ 500,00 por pássaro encontrado e alertou que poderia ter sido maior. “Se por um acaso tivéssemos encontrado algum pássaro que se encontra na lista oficial de extinção aí a multa seria de R$ 5 mil cada”, comentou.
O policial ambiental, Cabo Furman, alertou que mais operações dessa natureza serão desencadeadas em mais cidades da região. Ele explicou que as operações só são possíveis quando a população denuncia quem mantém pássaros presos.
“Quem souber de pessoas que cometem tal ilegalidade deve ligar nos telefones 0800-6430304 e (44) 3624-7630, (44) 3637-3439 e (44) 3423-2526. A pessoa não precisa se identificar e iremos fazer as fiscalizações para evitar o crime”.
MAIS PRISÕES - O chefe do Escritório Regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Mauro Braga, informou que em outra operação realizada no Distrito de Santa Esmeralda, em Santa Cruz de Monte Castelo, três pessoas foram presas por caça. Com eles foram encontradas quatro espingardas e dois animais silvestres abatidos. Todos foram encaminhados para a delegacia de Loanda onde foram autuados em flagrante e multados em R$ 1.500,00.
No total foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário de Loanda. As prisões só foram possíveis graças a denúncias anônimas. Segundo Braga, os denunciantes alertaram os fiscais para o perigo de fazer a operação, porque as pessoas denunciadas eram violentas. Todos os detidos já se encontram em liberdade, após pagamento de fiança. Eles foram autuados por crime ambiental e por posse ilegal de arma.
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