A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF TRAÇOU ONTEM A DEPUTADOS E SENADORES UM CENÁRIO PESSIMISTA SOBRE OS EFEITOS DA CRISE ECONÔMICA NA ZONA DO EURO, E USOU ISSO COMO ARGUMENTO PARA CONVENCER OS LÍDERES DA BASE ALIADA NO CONGRESSO A TRABALHAREM PELA APROVAÇÃO
Segundo a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), que fez um relato da reunião à imprensa, a presidente Dilma apresentou aos parlamentares um balanço da participação brasileira na reunião do G20, semana passada, na França.
"A presidente disse que tudo leva a crer que a crise será longa, e com bastante gravidade", disse Ideli. "Queremos a prorrogação da DRU por quatro anos. Não há nenhuma perspectiva para a crise ser solucionada pelos próximos dois anos."
Questionada sobre a situação do ministro Carlos Lupi, que também participou da reunião no Palácio do Planalto, Ideli minimizou a crise na pasta e destacou os bons índices de emprego no país, servindo até de contraponto aos eventuais efeitos negativos da crise econômica sobre o país.
"Nós estamos vivendo uma das principais características que diferem o Brasil da grande maioria dos países: estamos vivendo uma situação quase de pleno emprego", afirmou.
Segundo a ministra, os líderes de partidos presentes à reunião se manifestaram consensualmente no sentido de aprovar o projeto do governo, sem pedir nada em troca, como a redistribuição dos royalties do petróleo e a liberação de emendas parlamentares.
Apesar disso, a ministra disse que, na próxima sexta-feira, liberará parte das emendas represadas. Ela não falou em valores.
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