AS CHAMADAS DE TELEFONES FIXOS PARA MÓVEIS TERÃO UMA REDUÇÃO GRADUAL A PARTIR DE JANEIRO DO PRÓXIMO ANO E, EM 2014, DEVERÃO CUSTAR 22% A MENOS QUE O VALOR ATUAL.
Isso vai ocorrer porque a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou ontem a diminuição da tarifa de interconexão, um subsídio criado na época da privatização das telecomunicações (1998) para incentivar a telefonia móvel a investir em infraestrutura.
A tarifa custa R$ 0,52 por minuto, sendo R$ 0,10 destinados às prestadoras fixas e R$ 0,42 para as móveis. A fatia que será reduzida aos poucos, até o ápice de 30%, é justamente a das móveis, que contam com o incentivo.
Para o governo, o subsídio se tornou desnecessário num cenário em que as operadoras lucram como nunca, com uma base aproximada de 230 milhões de celulares no país.
Segundo o setor, as empresas deixarão de arrecadar até R$ 4 bilhões nesse período pelo fim do incentivo.
"Era necessário baratear as ligações", afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
O governo aposta em dois comportamentos do mercado. Com a tarifa menor, a tendência é que se fale mais ao telefone. As operadoras também deverão intensificar a venda de pacotes e promoções, principalmente de internet no celular.
Dessa forma, a queda de receita das empresas deverá ser compensada com a intensificação do mercado e mais tráfego, tanto de voz como de dados, aposta o governo.
Há quem acredite também em uma retomada da telefonia fixa, que amarga quedas consecutivas de números de clientes. Depois dos preços menores nas ligações para celulares, a próxima cartada do governo seria reduzir a assinatura básica da telefonia fixa, na casa dos R$ 40.
O mercado estima que a medida deve impactar duas operadoras em especial, a Tim e a Vivo, maiores do setor de telefonia celular.
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