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A POLÍCIA CIVIL DE LOANDA PRENDEU ONTEM À TARDE O VENDEDOR DE PRODUTOS DO PARAGUAI, WELLINGTON COSTA NUNES, DE 38 ANOS, QUE CONFESSOU TER MATADO A JOVEM MONIQUE RODRIGUES TEIXEIRA, 17 ANOS. ELA ESTAVA DESAPARECIDA DESDE O ÚLTIMO DIA 25 E SUA OSSADA F

Em seu depoimento Wellington Costa Nunes afirmou que no domingo, 25, saiu do hotel onde estava hospedado em Loanda e foi até Porto Rico. Na cidade, encontrou a adolescente e a convidou para sair.

A adolescente aceitou o convite e foi até a barranca do rio onde tomaram refrigerante. Quando retornavam a Loanda, aconteceu a briga e o assassinato.

O vendedor disse ter entrado em uma estrada rural e que com o consentimento da adolescente mantiveram relação sexual. Ele afirma que depois disso a jovem teria se desentendido com ele e iniciado uma briga. Ele sacou um canivete desferindo um golpe no pescoço da vítima. Acrescentou que abandonou o corpo e colocou fogo na plantação de eucalipto.

Ainda conforme o depoimento, ontem em Loanda, ele, no dia seguinte, foi vender produtos na cidade paulista de Teodoro Sampaio e na terça-feira (dia 27) esteve trabalhando em Maringá e retornou a Loanda, quando começou a ouvir as histórias sobre o desaparecimento da menor.

Com remorso, disse ter filmado com a câmera de celular, o caminho que levaria a polícia até o corpo da jovem. Copiou o vídeo e o enviou à polícia, junto com o bilhete informado o local do crime e também se intitulou ser o “serial killer do Palio preto”, inclusive anunciando que voltaria a atacar em outra cidade. A próxima vítima seria da cidade de Querência do Norte.

O bilhete e o DVD foram colocados dentro de uma caixa, e também um cartaz com a foto da adolescente. A caixa estava colocada numa rua em Porto Rico.

O delegado responsável pela investigação, Luciano de Souza Purcino, disse que a primeira pista deixada pelo assassino estava no DVD. Os investigadores Gabriel Feitoza Norte e Tiago Estevan Garcia perceberam que a imagem do carro do assassino ficou refletida em outro carro e conseguiram identificar que, ao invés de um Palio, era um Del Rey. As investigações avançaram até se descobrir que o carro tinha placas de Santo André (SP).

O acusado ainda “desfilou” com o celular fora do carro, em Porto Rico, chamando a atenção de algumas pessoas.

Na tarde de ontem, um policial militar de folga avistou o carro e o suspeito. Investigadores da Polícia Civil foram avisados e fizeram a prisão.

FRIEZA - O delegado Luciano de Souza Purcino, que colheu o depoimento, ficou impressionado com a frieza do vendedor. Somente no final do depoimento, Souza disse estar arrependido.

O policial suspeita do acusado estar escondendo fatos sobre o assassinato, entendendo que pode ter havido violência sexual. Sobre o fato de ele ter ou não descarnado a vítima, o delegado vai esperar o exame pericial.

“Vou esperar os resultados dos exames, mas acredito que se o corpo tivesse sido queimado nós não encontraríamos os ossos da maneira que encontramos”.

O delegado disse que o vendedor foi “maquiavélico” ao inventar a história de ser um serial killer, isso para desviar o foco das investigações.

O acusado permanecerá preso na delegacia de Loanda e está afastado dos demais presos para garantir sua integridade física.

ENTENDA O CASO - Monique Rodrigues Teixeira, 17 anos, estava desaparecida desde o último dia 25. Ela residia em Loanda e no dia do desaparecimento a vítima havia saído de casa logo após o almoço. Ela estava sem o dinheiro e sem a sua bolsa.

Segundo familiares, a jovem estava com uma viagem programada para a noite do dia em que sumiu. No quarto da jovem foram encontradas as malas e o dinheiro. O destino da viagem seria a cidade de Jaguariaíva, no Paraná. Naquele município mora o pai da jovem.

Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOVO/NOTICIA_DET.PHP?CDNOTICIA=47270


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