PRODUÇÃO DE GRÃOS DEVE CHEGAR A 160,5 MI DE TONELADAS EM 2011/12; NO PARANÁ, PREVISÃO É DE REDUÇÃO DE 1%.
O primeiro levantamento da intenção de plantio para a safra de grãos 2011/12 prevê uma redução de 3,7% a 1,5% em relação ao volume da safra anterior. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que a produção nacional totalize entre 157 milhões de toneladas e 160,5 milhões de toneladas. A safra 2010/11 alcançou 162,9 milhões de toneladas de grãos.
Em relação à área plantada, a previsão é que ocupar de 50,4 milhões de hectares a 51,3 milhões de hectares. Ao comparar com a safra anterior, que atingiu área de 49,9 milhões de hectares em todo o País, o índice equivale a um aumento de 1% a 2,9%. Segundo a Conab, o aumento está relacionado ao crescimento da área de milho primeira safra, com elevação estimada entre 4,2% e 7,2%. A área ocupada com soja também deve crescer entre 2% e 3,5%. Os resultados finais da safra, no entanto, ainda vão depender de fatores como clima e tecnologia utilizada pelos agricultores, que interferem na produtividade.
Paraná
No Paraná, a previsão também é de redução no volume produzido. A segunda estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), prevê uma produção de 21,96 milhões de toneladas na safra de verão 2011/12, 1% menor se comparada ao ciclo de verão 2010/11, com 22,12 milhões de toneladas. A engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi, explica que essa diminuição ocorre porque o cálculo é feito com base no potencial produtivo e a comparação está sendo feita com a safra passada, que apresentou produção recorde.
Já a área cultivada na safra de verão deve apresentar um aumento de 0,4%, passando de 5,64 milhões de hectares, para 5,66 milhões de hectares em 2011/12. Segundo Margorete, a previsão é de que a área de milho primeira safra sofra um acréscimo de 17%, alcançando 902 mil hectares na safra 2011/12, diante dos 770 mil hectares da safra anterior. 'A ampliação da área de milho ocorre sobre as áreas de feijão e soja', esclarece. Com isso, a produção estimada é de 7,03 milhões de toneladas, volume 16% maior às 6,07 milhões de toneladas anteriores. Até o momento, 60% da área de milho já está plantada no Estado.
Já as lavouras de soja devem apresentar redução de 1% na área plantada, com 4,43 milhões de hectares, e uma produção 7% menor, totalizando 14,22 milhões de toneladas. Margorete lembra que a produção passada foi recorde. Em relação ao trigo, até o momento, a agrônoma revela que a quebra é de 18%. Cerca de 61% das lavouras com o cereal já foram colhidas. A expectativa de produção é de 2,39 milhões de toneladas, volume 31% menor do que o ano passado. Já no milho segundo safra, a quebra causada pelas geadas foi de 26,5% em relação ao potencial inicial e deve totalizar 6,03 milhões de toneladas. 'A previsão é de que na próxima safra, o cultivo de milho segunda safra aumente e o de trigo diminua, impulsionado principalmente pelos preços favoráveis do milho', argumenta.
De acordo com o assistente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, essa estimativa está de acordo com a realidade paranaense. 'Se as condições continuarem favoráveis para o preço do milho, a produção da segunda safra deve aumentar principalmente das regiões Oeste, Noroeste e Norte', avalia.
Mafioletti alerta, no entanto, para a possibilidade da crise nas economias da Europa e dos Estados Unidos afetar os preços da soja, milho e trigo. Nos últimos 30 dias a cotação da soja caiu 17%, passando de US$ 13,50 bushel a US$ 11,20 bushel. 'O que amenizou as perdas dos produtores foi a valorização do dólar frente ao Real', justifica. No último mês, o dólar sofreu valorização de 12,5%, saindo de R$ 1,60 para R$ 1,80.
Créditos : HTTP://WWW.FOLHAWEB.COM.BR/?ID_FOLHA=2-1--1226-20111007
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