NOTÍCIAS

MONITORAMENTO DE DOENÇAS ADQUIRIDAS EM HOSPITAIS NO PAÍS É PRECÁRIO DEVIDO À INEXISTÊNCIA DE UMA BASE DE DADOS CONFIÁVEL

Totalmente no escuro. Essa é a expressão que melhor define o cenário das infecções hospitalares no Brasil, um mal que mata cerca de 100 mil pessoas a cada ano, segundo dados da Associação Nacional de Biossegurança (Anbio). O controle das doenças adquiridas em ambiente hospitalar no país é precário devido à inexistência de levantamentos nacionais e estaduais confiáveis. Hoje, os brasileiros que se submetem a uma cirurgia ou internam um parente desconhecem os riscos que correm.

O monitoramento das infecções é uma obrigação dos hospitais desde 1983, mas somente dois anos depois foi criada uma Comissão Nacional de Controle de Infecção Hospitalar. Uma outra lei, de 1997, que complementa a dos anos 80, determina, de forma mais clara, que cada hospital crie uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e em seguida elabore e execute um Plano de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH).

Mas, 14 anos depois, de acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 25% dos hospitais não têm uma comissão ativa, e entre os que possuem, quase metade não tem um plano em funcionamento. Isso impede o registro dos casos e o encaminhamento às secretarias de saúde, que por suas vez precisam repassar os dados à Anvisa e ao Ministério da Saúde. No Paraná, 28% dos hospitais não enviam seus registros à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Créditos : HTTP://WWW.GAZETADOPOVO.COM.BR/VIDAECIDADANIA/CONTEUDO.PHTML?TL=1&ID=1177112&TIT=INFECCAO-HOSPITALAR-SEM-CONTROLE


PÁG. ANTERIOR

Acessibilidade

Confira também: