COMISSÃO DE RESIDÊNCIA REGISTRA ALTA PROCURA POR ÁREAS COMO DERMATOLOGIA E OFTALMOLOGIA NO PAÍS. JÁ VAGAS DE PEDIATRIA E GINECOLOGIA FICAM OCIOSAS
Melhor remuneração e menos carga de trabalho. Esses atrativos têm influenciado a opção de médicos recém-formados por algumas especialidades no país. Neste ano, os programas de residência registraram uma maior concorrência por vagas em áreas como dermatologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. Enquanto isso, especialidades tradicionais, como ginecologia e obstetrícia, sofrem com a baixa procura: das 3.011 vagas disponíveis para residência em 2011, 36% ficaram ociosas. Outras como psiquiatria e anestesiologia também sentem o mesmo problema. Apenas 73% e 74% das vagas disponíveis, respectivamente, foram preenchidas, segundo a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
O número de vagas ociosas reflete um cenário que permanece inalterado pelo menos há três anos no Brasil. Um estudo do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado em 2009, mostra que anestesistas e psiquiatras, junto dos pediatras, são os três profissionais mais em falta nos hospitais, unidades de saúde e planos privados.
Segundo gestores entrevistados pelos pesquisadores em todo o Brasil, entre as principais razões para a dificuldade na contratação desses especialistas estão a falta de profissionais titulados e o fato de os médicos considerarem baixa a remuneração paga. Atualmente, o Nescon prepara outra pesquisa sobre o assunto, que deve ser publicada ainda neste ano.
“Os novos estudos têm mostrado que, em relação às demandas dos hospitais, a falta de pediatras vêm se agravando”, relata o pesquisador Sábado Nicolau Girardi, da UFMG. “Hoje, cerca de 70% dos gestores entrevistados até o momento estão reportando um alto grau de dificuldade de contratação desses profissionais, tanto em áreas metropolitanas quanto no interior dos estados.”
Apesar disso, a pediatria segue como a terceira maior especialidade com médicos ativos no país: 21.722 profissionais. Três vezes mais do que o total de psiquiatras – são 6.255 no Brasil e apenas 408 no Paraná. Neste ano, das 2.609 vagas disponíveis no país para residência em pediatria, 1.987 foram ocupadas.
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