SÃO PAULO (FOLHAPRESS) - A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF ABRIU ONTEM A ASSEMBLEIA GERAL DA ONU, EM NOVA YORK. EM SEU DISCURSO, DECLAROU QUE NÃO É POR FALTA DE RECURSOS FINANCEIROS QUE OS LÍDERES MUNDIAIS NÃO ENCONTRARAM SOLUÇÃO PARA A CRISE, MAS POR FALT
Dilma diz que em alguns países a resposta para a crise enfrenta o obstáculo de pessoas "que não conseguem transpassar diferenças partidárias". Segundo ela, a solução deve ser combinada com o crescimento econômico. A prioridade é solucionar o problema da alta dívida soberana em alguns países.
"O Brasil tem sido até agora menos afetado pela crise mundial. Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada", afirmou a presidente.
PALESTINA - Dilma afirmou que "chegou a hora" de um Estado palestino se converter em membro pleno das Nações Unidas.
"Chegou o momento de ter representada a Palestina a pleno título", afirmou Dilma, deixando clara a posição do Brasil em meio a intensas negociações para evitar uma crise diplomática pelo pedido de adesão dos palestinos à ONU.
Segundo a presidente, o reconhecimento do Estado palestino ajudará a obter uma "paz duradoura no Oriente Médio" e "apenas uma Palestina livre e soberana" poderá atender aos pedidos de Israel por segurança.
"Venho de um país onde árabes e judeus são compatriotas", completou.
INEDITISMO - Por tradição, o Brasil inaugura os debates anuais da Assembleia Geral da ONU, e por isso Dilma foi a primeira chefe de Estado a falar na tribuna ante os líderes mundiais reunidos em Nova York. Essa também foi a primeira vez que uma mulher abriu a sessão, o que foi lembrado por Dilma.
"Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo".
"Tenho a certeza que este será o século das mulheres", acrescentou.
Além de Dilma e Obama, devem falar ao longo da manhã os presidentes do México, Felipe Calderón, da França, Nicolas Sarkozy, da Argentina, Cristina Kirchner, e da Colômbia, José Manuel Santos.
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