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PREFEITOS DOS 28 MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A AMUNPAR ESTIVERAM ONTEM REUNIDOS NA SEDE DA ENTIDADE, EM PARANAVAÍ, PARA DISCUTIR ALTERNATIVAS DE REDUÇÃO DE GASTOS NA MÁQUINA PÚBLICA MUNICIPAL COMO FORMA DE AMENIZAR A CRISE FINANCEIRA QUE OS MUNICÍPIOS

Prefeitos dos 28 municípios que compõem a Amunpar estiveram ontem reunidos na sede da entidade, em Paranavaí, para discutir alternativas de redução de gastos na máquina pública municipal como forma de amenizar a crise financeira que os municípios estão passando. Entre as alternativas está o fechamento das repartições municipais por meio período. "O fechamento das prefeituras deve ser decidido por cada município", destacou a presidente da entidade Rose Raggiotto de Oliveira.

A queda do repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que em relação ao mês passado caiu cerca de 25%, já o repasse do ICMS (Imposto sob Circulação de Mercadorias Circulação) caiu cerca de 22% em alguns municípios da região. "Se não houver a reposição das percas de arrecadação até o fim do ano o caos vai tomar conta de boa parte das cidades brasileiras", disse Raggiotto.

Prefeitos do país todo aguardam a liberação de cerca de R$ 2,2 bilhões para serem distribuídos entre os municípios, que depende da aprovação dos deputados federais e senadores, que devolveram o projeto com 23 emendas para ser discutido novamente na Câmara dos Deputados. "Os senadores e deputados não estão nem aí com os municípios, ao invés de discutirem formas de ajudar os municípios estão discutindo as regras para as eleições de 2010", desabafou o prefeito de Diamante do Norte, Pedro Ruiperes Selani.

Os municípios que fecharem as portas irão manter os serviços básicos de saúde, educação e coleta de lixo. O atendimento ao público ficará restrito a um período. Alguns prefeitos já vêm tomando algumas medidas de contenção de despesas, entre elas; a demissão de servidores nomeados (cargos de confiança), corte das horas extras e gratificações.

Está marcada para o próximo dia 23 uma paralisação geral de todas as prefeituras do Paraná, nesse mesmo dia acontece a marcha dos prefeitos em Brasília, onde será reivindicada a aprovação do repasse das perdas de arrecadação com FPM. "A ideia é de que se acaso não formos atendidos montaremos acampamento no Senado", desabafou Raggiotto.

Com a chegada de dezembro os encargos com a folha de pagamento e 13º salário devem agravar ainda mais a situação financeira dos municípios. "Não sei o que vamos fazer para honrar nossos compromissos com credores e fazer o pagamento do 13º salário", disse outro prefeito.

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