NA REGIÃO NORTE E NORDESTE DO ESTADO, TEMPERATURA PODERÁ SUBIR ATÉ 5,6ºC. EM CURITIBA, TEMPERATURA DEVE SUBIR 3ºC ENTRE 2041 E 2070.
As mudanças climáticas poderão trazer para o Paraná dias mais quentes e secos nos próximos 25 anos – especialmente para as cidades da região norte. A afirmativa faz parte do projeto “Vulnerabilidade à Mudança do Clima”, coordenador pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Entre as consequências das mudanças pode-se mencionar, conforme o projeto, a proliferação de vetores, como o Aedes Aegypti (mosquito da Dengue, Zica, chikungunya e febre amarela), e, consequentemente, o aumento no número de doenças atreladas à elevação da temperatura. Vale citar ainda a diminuição da biodiversidade, em virtude das alterações no ciclo reprodutivo de plantas e animais, e os efeitos do clima na agricultura. saiba mais Chuva forte com vento e granizo cobre ruas de Curitiba com gelo Segundo o estudo, nas regiões norte e nordeste poderá ter aumento de até 5,6°C na temperatura e diminuição de 18% no volume de chuvas. Quando se fala em chuva, por exemplo, em Alvorada do Sul, deve haver uma redução de 17% e em Porecatu uma queda de 18% para os períodos de estiagem. As previsões indicaram que os municípios do norte foram os mais expostos à mudança do clima, devido o clima mais seco e a destruição da vegetação nativa. Em contrapartida, nas regiões sul e sudeste deve aumentar o volume de chuva. De acordo com a pesquisa, a cidade de General Carneiro poderá ter 20% de acréscimo na pluviosidade, e Palmas 18%. Ainda conforme as projeções feitas pelo projeto, o reflexo na região sudeste do estado será em relação ao número de dias secos consecutivos no ano. Este fenômeno é medido pelo chamado índice CDD. Curitiba e Região Em Curitiba e Região Metropolitana, a população poderá sentir aumento de temperatura de mais de 3º C entre 2041 e 2071. Os moradores, segundo a pesquisa da Fiocruz, também viverão mais dias seguidos sem chuva. A diferença pode chegar a 30%. No entanto, a precipitação deve se manter quase a mesma (até 2% maior) ao ser comparada com a atualidade. O estudo também mediu a capacidade das cidades de se adaptares às mudanças. Umuarama, Curitiba e Londrina foram consideradas as mais aptas para lidar com as alterações do clima. Nestes locais há uma melhor infraestrutura de saúde, como leitos hospitalares, plano de contingência de desastres e maior atuação da Defesa Civil. Já Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, deve se configurar como a cidade menos adaptada. A pesquisa De acordo com a Fiocruz, o Paraná foi escolhido para representar o sul do país no projeto. Outros cinco estados também integram a pesquisa: Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Pernambuco. A proposta é de que o estudo seja útil para a administração pública, com a criação de um software para identificação de cidades mais vulneráveis às mudanças do clima. Os resultados do projeto serão apresentados em um seminário em Curitiba, aberto ao público. O quê: Seminário Indicadores de Vulnerabilidade à Mudança do Clima Quando: dia 11 de outubro (terça-feira) Horário: 9h às 17h Onde: Hotel Bristol Brasil 500 (Rua Desembargador Motta, 1499, Batel – Curitiba) Contato: (31) 3349-7741 / (31) 99353-6974
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