A INVESTIGAÇÃO PODERÁ MUDAR DE MÃOS PORQUE UMA LEI IMPÕE QUE O CRIME CONTRA ÓRGÃOS FEDERAIS DEVE SER INVESTIGADO PELA POLÍCIAL FEDERAL. A CEF TAMBÉM FOI ALVO DOS LADRÕES
Investigadores da Delegacia da Polícia Federal (PF) de Maringá poderão assumir as investigações dos roubos acontecidos na madrugada desta sexta-feira em cinco agências bancárias de Terra Rica. A investigação poderá mudar de mãos porque uma Lei impõe que o crime contra órgãos federais deve ser investigado pela PF. Como a ação aconteceu em uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF), as investigações das outras agências públicas poderão ser absorvidas em um único trabalho da PF. Na tarde de sexta-feira um delegado, investigadores e uma equipe da perícia técnica da PF de Maringá estiveram em Terra Rica. Foram às agências do Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, Sicredi, e Banco do Brasil. Foram 13 caixas eletrônicos explodidos numa ação simultânea que teve a participação de quase 20 homens. RELEMBRE - A ação começou por volta das 3h depois que a quadrilha entrou em Terra Rica usando uma picape Chevrolet S-10, uma Toyota L-200, um Ford Versailles e um Peugeot 307. Cerca de 20 homens renderam dois homens (um guarda de posto de combustível e outro vigilante de rua) para usá-los como escudo humano. Em seguida foram até às agências do Bradesco e da Caixa Econômica Federal localizadas na Avenida São Paulo. Um policial civil (de folga) escutou a primeira explosão e saiu de sua casa com o carro particular para verificar o que acontecia na cidade. Ele foi recebido a tiros e dirigiu-se até a Delegacia. Junto com o investigador de plantão foi até a casa de um terceiro policial, também de folga. Os três retornaram ao local do roubo e foram recebidos a tiros. Parte da quadrilha continuou as explosões e retirando o dinheiro dos terminais eletrônicos. Interferiu na ação dos policiais o fato de os criminosos terem feito uma barreira com os dois reféns e também o armamento mais pesado da quadrilha. Foram encontradas munições de 9 milímetros, ponto 45, ponto 40 e ponto 380. Os ladrões fugiram com os reféns seguindo em direção ao Rio Paranapanema. Antes de chegar à barranca do rio, os vigilantes foram liberados. A PM localizou a camionete L-200 abandonada dentro da água próximo onde funciona a travessia de balsa no Rio Paranapanema. O crime aconteceu no dia em que mais de 1.500 funcionários de uma usina de álcool receberiam seus pagamentos. Os criminosos imaginaram que os terminais eletrônicos estariam abastecidos de dinheiro para atender a demanda. Os valores roubados não foram divulgados por questão de segurança.
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