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 Na primeira semana do mês de junho, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), deu início ao levantamento socioeconômico dos ilhéus e moradores do arquipélago do rio Paraná.   O levantamento está sendo feito pela equipe da APA Ilhas e Várzeas do Rio Paraná em parceria com o Parque Nacional de Ilha Grande e o Consórcio Intermunicipal da APA Federal do Noroeste do Paraná (Comafen). O objetivo é identificar os moradores do arquipélago para o diagnóstico do plano de manejo, documento que poderá vir a estabelecer normas específicas regulamentando a ocupação e o uso dos recursos naturais na APA. Segundo a equipe responsável pelo levantamento, o processo de elaboração do plano de manejo, além de visar a proteção dos recursos naturais e culturais, busca reconhecer a valorização e o respeito à diversidade socioambiental e cultural das populações tradicionais, seus sistemas de organização e de representação social.   Debaixo de chuva e sob frio intenso dos últimos dias, a equipe do ICMBio e do Comafen percorreu até o momento 26 ilhas ao longo de um trecho de 45 quilômetros do rio Paraná. Ao todo foram visitadas 23 casas além de acampamentos de pesca. Foram identificadas e entrevistadas 4 famílias de ilhéus. Nas casas onde não foram encontrados os responsáveis pelas edificações foram deixados avisos para que entrassem com o ICMBio para agendar entrevista ou prestar informações.   O chefe da APA Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, Erick Caldas Xavier, explica que apesar deste levantamento não possuir qualquer finalidade relacionada à titulação, assentamento, indenização ou outro aspecto fundiário, é uma grande oportunidade de reconhecimento dos ilhéus do rio Paraná pelo Estado.   Para o ilhéu Isael da Silva Freitas, este levantamento é importante para os moradores das ilhas, pois seria uma forma de lhes dar visibilidade. Segundo Isael, a vida na ilha é muito difícil e precária, com pouco atendimento por parte dos agentes do Estado. No entanto, Isael diz gostar de seu modo de vida e apesar das dificuldades não trocaria a vida nas ilhas pela vida na cidade.   Nas próximas etapas a equipe do ICMBio e do Comafen, com o apoio do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e do Nupélia/UEM, terá de percorrer ainda quase 100 quilômetros de rio Paraná, até alcançar as proximidades da Usina Hidrelétrica Eng. Sérgio Motta, ou Usina de Primavera, entre o estado de São Paulo e o estado do Mato Grosso do Sul.



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