O NÍVEL DE ÁGUA DO SISTEMA CANTAREIRA REGISTROU NOVA ALTA NESTA QUARTA-FEIRA (9) E OPERA COM 59,2% DA SUA CAPACIDADE, SEGUNDO DADOS DIVULGADOS PELA COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). NA TERÇA-FEIRA (8), O MANANCIAL OPERAV
O nível de água do Sistema Cantareira registrou nova alta nesta quarta-feira (9) e opera com 59,2% da sua capacidade, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Na terça-feira (8), o manancial operava 58,8%. Considerando apenas o volume útil, que fica acima do volume morto, o sistema tem 30% da capacidade. O mês de março começou com chuva no sistema, seguindo a tendência do que aconteceu em fevereiro. Até o momento, o Cantareira já recebeu 103,9 mm de chuva, 58,3% do previsto para todo o mês. Em fevereiro, as represas do sistema receberam 236,4 mm, o equivalente a 16,7% acima do esperado para o período. Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses. Além do Cantareira, os sistemas Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Claro, que também abastecem a Grande São Paulo, registraram alta no nível dos seus mananciais nesta segunda. O Alto Cotia e o Rio Grande tiveram queda nos índices. Veja abaixo como está o nível de todos os sistemas que abastecem a Grande São Paulo. - Cantareira: 1.269 bilhões de litros (com o volume morto) e está com 59,2% da capacidade - Alto Tietê: 573,8 bilhões de litros e está com 40,6% da capacidade - Guarapiranga: 171,2 bilhões de litros e está com 84,1% da capacidade - Alto Cotia: 16,5 bilhões de litros e está com 101,6% da capacidade - Rio Grande: 112,2 bilhões de litros e está com 93,5% da capacidade - Rio Claro: 13,7 bilhões de litros e está com 97,9% da capacidade Índices – Após uma ação do Ministério Público (MP), aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. O segundo está em 45,8% e considera o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios e se manteve em 30% na manhã de quarta-feira. O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 5,7 milhões por causa da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem. Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno. O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril. A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)
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