OS CASOS NOTIFICADOS DE SUSPEITA DE MICROCEFALIA NO PAÍS SUBIRAM DE 5.079 PARA 5.280, SEGUNDO BALANÇO DIVULGADO NESTA QUARTA-FEIRA (17) PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EM COMPARAÇÃO COM DO DADO ANTERIOR, DE SEXTA-FEIRA (12).
Os casos notificados de suspeita de microcefalia no país subiram de 5.079 para 5.280, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Ministério da Saúde, em comparação com do dado anterior, de sexta-feira (12). Desse total, 3.935 ainda são investigados, 508 foram confirmados como microcefalia e, em 837 deles, a doença foi descartada. Segundo o Ministério da Saúde, a “maior parte” desses 508 casos confirmados de microcefalia ou outras alterações do sistema nervoso central está ligada à infecção pelo vírus da zika. Em nota, o ministério explicou que “uma proporção muito pequena desses casos, após seguimento e análises específicas, é confirmada para outras causas” e informou que passará a divulgar os casos confirmados de microcefalia, sem especificação do diagnóstico laboratorial para zika, “pois esses dados não representam, adequadamente, o número de casos observados”. Mortes – O ministério informa que foram notificados 108 mortes por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 27 foram investigados e confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 70 continuam em investigação e 11 já foram descartados. O dado atualizado considera as notificações desde 22 outubro de 2015, quando começou o monitoramento de microcefalia no Brasil: 3.174 foram notificados em 2015 e 2.106 no ano de 2016. Os 508 casos confirmados ocorreram em 203 municípios, localizados em 13 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A região Nordeste concentra o maior número dos casos confirmados de microcefalia. Pernambuco é o estado com mais casos, com 182 confirmações, seguido de Bahia (107), Rio Grande do Norte (70), Paraíba (54), Piauí (30) e Alagoas (25). Microcefalia – A microcefalia é um quadro em que bebês nascem com o cérebro menor do que o esperado (perímetro menor ou igual a 32 cm) e que compromete o desenvolvimento da criança em 90% dos casos. As causas exatas do surto no Brasil ainda estão sendo investigadas, mas há fortes evidências de que o zika vírus tenha relação com o surto. Ele circula no país desde maio do ano passado e uma das hipóteses é que chegou aqui junto com turistas que vieram para a Copa do Mundo. Os casos de microcefalia coincidem com áreas em que o vírus circulou no ano passado. O vírus zika é transmitido especialmente por mosquitos infectados, principalmente o mosquito da dengue, o Aedes aegypti. A maioria das pessoas não tem sintomas, mas quando surgem são principalmente erupções na pele, olhos vermelhos e dores no corpo. Eles desaparecem em até uma semana, em geral. Em novembro, o governo declarou estado de emergência em saúde pública no país por causa do aumento de casos de microcefalia no Nordeste. Prevenção – O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros. O governo também recomenda que as mulheres grávidas mantenham portas e janelas fechadas, usem repelente para gestantes e vistam calça e camisa de manga comprida para evitar a exposição aos mosquitos. (Fonte: G1)
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