O NÍVEL DOS RESERVATÓRIOS DO SISTEMA CANTAREIRA, O MAIS AFETADO PELA CRISE HÍDRICA, CAIU PELA OITAVA VEZ CONSECUTIVA NO MÊS DE AGOSTO E OPERA COM 17,9% DA SUA CAPACIDADE, SEGUNDO A COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP).
O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira, o mais afetado pela crise hídrica, caiu pela oitava vez consecutiva no mês de agosto e opera com 17,9% da sua capacidade, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Neste sábado (8), o manancial tinha 18% da sua capacidade, considerando o volume dos dois volumes mortos ou reservas técnicas já utilizados. Neste domingo, foi registrada pouca chuva na região do reservatório, apenas 0,1 mm. O índice de chuva na primeira semana de agosto nos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo ficou abaixo do registrado no mesmo período em 2014, ano considerado o mais seco da história pela Sabesp. Desde o começo deste mês, o nível dos seis sistemas teve queda consecutivas. O índice de 17,9% do Cantareira divulgado neste domingo (9) pela Sabesb considera o cálculo feito com base na divisão do volume armazenado pelo volume útil de água. Após ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, no entanto, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices para o Sistema Cantareira. O segundo índice leva em consideração a conta do volume armazenado pelo volume total de água do Cantareira. Neste domingo, ele era de 13,8%. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume da reserva técnica pelo volume útil. Nesta sexta, o índice era de -11,4%. Outros sistemas – Os demais sistemas que abastecem a grande São Paulo também registraram nova queda neste domingo. O Sistema Alto Tietê caiu de 17,2% neste sábado (8) para 17% neste domingo (9). Na represa de Guarapiranga, o nível de água diminuiu de 74,1% para 73,8%. O Sistema Alto Cotia caiu de 59,1% para 58,8%. Já o Rio Grande teve queda de 87,1% para 86,8%. E o Sistema Rio Claro caiu de 69,1% para 68,5%. Mês seco - Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), órgão vinculado à Prefeitura, agosto é tradicionalmente o mês mais seco do ano. Há 13 dias não chove na capital paulista. O meteorologista do CGE Adilson Nazário afirmou que embora a previsão para agosto indique chuva dentro do esperado para a cidade, os registros até o momento apontam que dificilmente esse patamar será atingido até o fim do mês. O tempo seco registrado nos últimos dias em São Paulo é consequência de um bloqueio formado por um sistema de alta pressão atmosférica que atua sobre grande parte do país. Por isso, a massa de ar seco continua atuando sobre o estado paulista, o que mantém o tempo estável com temperaturas baixas nas madrugadas e em elevação no decorrer do dia. (Fonte: G1)
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