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NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, A QUANTIDADE DE ANIMAIS NA REGIÃO CAIU DE 1,2 MILHÃO PARA 980 MIL. PARTE DESSA REDUÇÃO SE DEVE AO AVANÇO DE OUTRAS CULTURAS, COMO LARANJA, MANDIOCA E CANA-DE-AÇÚCAR

 Nos últimos dez anos, o Extremo-Noroeste do Paraná perdeu aproximadamente 220 mil cabeças de gado. De acordo com Carlos Antônio Vieira da Costa Junior, superintendente regional da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) de Paranavaí, eram 1,2 milhão de animais em 2005 e hoje o número estimado é de 980 mil.  O principal motivo é o avanço de outras culturas, por exemplo, cana-de-açúcar, mandioca e laranja. Costa Junior afirmou que a rentabilidade é maior em relação à pecuária, o que levou muitos produtores a mudarem de atividade. Mesmo assim, a área de pastagem ainda representa 60% das terras dedicadas ao agronegócio em toda a região. A diferença é que a pecuária está cada vez mais profissional. Muitas pessoas que mantinham rebanhos sem fins comerciais, não conseguiram acompanhar os avanços tecnológicos da cultura, visto que é preciso fazer altos investimentos. A boa notícia para o setor é que o Paraná poderá se tornar área livre de febre aftosa, o que garantiria ao Estado a possibilidade de eliminar a vacinação dos rebanhos. O resultado prático seria a valorização da pecuária, com aumento da rentabilidade e a expansão do mercado externo. Os principais compradores da carne bovina do Paraná são a Rússia e o Oriente Médio. Se o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reconhecer o Estado como área livre, o produto poderá ser exportado para Estados Unidos e Japão, que oferecem preços melhores do que os praticados atualmente. Para alcançar esse objetivo, estão sendo contratados técnicos e construídos novos postos de fiscalização nas divisas do Paraná com outros Estados. A expectativa é que até setembro deste ano as metas sejam cumpridas, para que o Governo Federal dê o veredicto. Se for favorável, a partir de novembro não será necessário vacinar os animais. O superintendente regional da Adapar disse que extinguir a vacinação garantiria resultados positivos no sentido de valorizar a carne bovina paranaense. Além disso, não interferiria nas ações de defesa, que “são as mesmas se houver ou não a vacinação”. A diferença, explicou, é que sem proteger os rebanhos seria mais fácil identificar a presença do vírus causador da aftosa, caso houvesse casos.

Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOTICIA/COTIDIANO/ESTADUAL/69051-PECUARIA-DIMINUI--MAS-AINDA-REPRESENTA-60--DA-AREA-DESTINADA-AO-AGRONEGOCIO#.VYVKPNLF8V4


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