AS FORTES CHUVAS QUE VÊM CASTIGANDO A REGIÃO SUDESTE DO PAÍS ESTÃO GERANDO PROBLEMAS PARA POPULAÇÃO RIBEIRINHA DE CIDADES BANHADAS PELOS RIOS PARANÁ E PARANAPANEMA.
As fortes chuvas que vêm castigando a região Sudeste do país estão gerando problemas para população ribeirinha de cidades banhadas pelos Rios Paraná e Paranapanema.Em Porto Rico o nível do Rio Paraná chegou a cinco metros acima do nível normal, alcançando parte da Avenida Beira Rio. "Essa é uma das maiores cheias dos últimos anos, maior que essa só a de 1983 quando o rio subiu mais de seis metros, alagando tudo", disse Emília Ludovina de Oliveira, moradora no Porto São José há mais de 30 anos. A população ribeirinha está apreensiva com a informação que o nível da água do Rio Paraná deve continuar a subir pelos próximos dias. Com a cheia a balsa que faz a travessia entre Porto São José e Bataiporã, MT, está parada sem previsão de volta. "O que passam pra gente é que o rio vai subir mais ainda", disse o balseiro Fidelis Moreira. Fidelis confirmou ainda a informação que o lado mato-grossense das margens do Rio Paraná virou um enorme banhado, alagando pastagens e plantações de produtores do estado vizinho. Ainda no Porto São José algumas casas já estão sendo desocupadas pelos moradores que estão buscando refúgio na casa de parentes. "Se o rio subir mais um pouquinho vou montar o barraco na parte de cima da cidade, e esperar a água descer novamente. Já estamos acostumados com a cheia", disse outra ribeirinha que já tem parte da casa alagada pela cheia. Em Porto Rico as águas atingiram a estação elevatória de tratamento de esgotos da cidade, técnicos da Sanepar desligaram o sistema para não haver uma maior contaminação do rio. O projeto deve ser revisto pela empresa que não previa uma enchente com dimensões como esta. FARTURA DE PEIXE - Se por um lado a cheia do rio traz prejuízo econômico para moradores e comerciantes ribeirinhos, a cheia para o pescador significa fartura de peixe para o período da pesca. Com a cheia os alevinos ficam mais protegidos de predadores nas áreas de banhado, onde também encontram fartura de alimento. A expectativa dos pescadores profissionais e dos barqueiros é de que com a abertura da pesca prevista para 1º de março, é esperada a volta do turista, que movimenta o comércio das cidades ribeirinhas. "Estamos todos ansiosos pelo fim da Piracema, nossa expectativa é de muito peixe", disse Zé Bidu, proprietários de barcos de passeio em Porto Rico.
Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOVO/NOTICIA_DET.PHP?CDNOTICIA=28571
PÁG. ANTERIOR