O GOVERNO DO AMAPÁ INFORMOU NESTA TERÇA-FEIRA (12) QUE OS ATINGIDOS PELA CHEIA DO RIO ARAGUARI SERÃO INDENIZADOS PELA EMPRESA EDP, RESPONSÁVEL PELA CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA CACHOEIRA CALDEIRÃO, EM FERREIRA GOMES, A 137 QUILÔMETROS DE MACAPÁ.
O governo do Amapá informou nesta terça-feira (12) que os atingidos pela cheia do rio Araguari serão indenizados pela empresa EDP, responsável pela construção da hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, em Ferreira Gomes, a 137 quilômetros de Macapá. A cidade foi inundada após a liberação de um volume de água pela empresa, na quinta-feira (7). Mais de 1,4 mil pessoas foram atingidas pela enchente. A indenização anunciada pelo governo do Amapá teria sido acertada em uma reunião ocorrida na segunda-feira (11). O G1 entrou em contato com a EDP, que não confirmou em nota o ressarcimento às famílias atingidas pela cheia no rio Araguari. “A empresa mantém o diálogo aberto com os órgãos competentes para definir as ações cabíveis. As tratativas entre empresa e governo continuam”, informou a nota. Um outro encontro, marcado para sexta-feira (15), segundo o governo do Amapá, deverá definir valores sobre a possibilidade das compensações pelos danos causados com a inundação. De acordo com o governo, a empresa ficou de apresentar uma proposta única através de cheques nominais a cada família atingida pela cheia em Ferreira Gomes. A EDP tomaria como base o cadastro realizado pela Secretaria de Estado de Inclusão de Mobilização Social (Sims). O último dado divulgado pelo governo apontava para 280 famílias cadastradas. A previsão é de que o levantamento encerre na quinta-feira (14). As vítimas são atendidas em dois abrigos em Ferreira Gomes e totalizam 150 pessoas. A EDP afirmou em nota que doou “alimentos e outros gêneros de necessidade, cerca de 600 colchões” e disponibilizou “caminhões para o transporte de moradores e seus pertences”. Enchente em Ferreira Gomes – O nível do rio Araguari, em Ferreira Gomes, subiu 5,5 metros, segundo a Defesa Civil, e invadiu em poucos minutos ruas e imóveis no município, na manhã de quinta-feira. A água inundou residências e prédios públicos. A enchente aconteceu após a liberação do volume de água represada na Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, uma das três existentes ao longo do rio Araguari. A Defesa Civil Estadual informou na sexta-feira (8) que 44 famílias estavam abrigadas em escolas e creches de Ferreira Gomes. Mais de 1,4 mil pessoas, segundo a prefeitura de Ferreira Gomes, foram atingidas. O G1 visitou os bairros Matadouro e Centro, em Ferreira Gomes. As localidades foram as que mais sofreram com a subida do rio Araguari. Foi possível observar o antes e o depois de alguns prédios públicos e ruas de Ferreira Gomes. O prefeito de Ferreira Gomes, Elcias Borges (PMDB), decretou situação de emergência na noite de quinta-feira. Uma das hidrelétricas da região, a Ferreira Gomes Energia, responsável pelo empreendimento de mesmo nome no rio Araguari, disse que a enchente que atingiu parte da cidade de Ferreira Gomes foi provocada pela Cachoeira Caldeirão, hidrelétrica que está sendo construída pela EDP na região. Segundo a empresa, um volume de água do rio foi liberado pela Cachoeira Caldeirão sem que houvesse comunicação às demais hidrelétricas instaladas no Araguari: a Ferreira Gomes Energia e a Coaracy Nunes. A EDP disse que comunicou a abertura de uma ensecadeira às empresas. A EDP teve a licença ambiental suspensa na sexta-feira pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A medida foi tomada um dia depois de a cidade ter sido invadida pelo volume de água liberado pela empresa. A obra está parada e as causas do desastre serão investigadas. (Fonte: G1)
Créditos : GOVERNO DO AP DIZ QUE HIDRELÉTRICA VAI INDENIZAR ATINGIDOS POR CHEIA
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