MANDIOCULTORES VÊM DEBATENDO A DIFERENÇA ENTRE OS PREÇOS PRATICADOS DA ROÇA ATÉ O SUPERMERCADO - DIFERENÇA SUPERIOR A 455%. PRODUTORES VÃO SE REUNIR COM LIDERANÇAS DA INDÚSTRIA
Os produtores de mandioca de Paranavaí e região voltam a se reunir hoje, às 18h, no Salão paroquial do Distrito de Graciosa. Na pauta, os temas debatidos nesta semana sobre o momento da cultura e a possibilidade de paralisar a colheita a partir do dia 15 deste mês, além da apresentação da nova diretoria da Associação de produtores de mandioca do Estado do Paraná - Aproman - agora reativada. Antes da opção pelo protesto e paralisação, a Associação, reconstituída na semana passada, vai se reunir com lideranças da indústria, representada pela ABAM - Associação Brasileira dos produtores de Amido de Mandioca. Este encontro deve acontecer na quarta-feira da próxima semana, às 9 horas. Na última sexta-feira os 156 produtores reunidos em Graciosa já haviam cogitado a possibilidade de interromper a colheita. Agora, o tema volta ao debate e deve ficar dependendo das conversas com o setor industrial. Reativar a associação dos produtores é outra meta das lideranças. Um dos temas que os mandiocultores vêm debatendo é com relação a diferença entre os preços praticados da roça até o supermercado. A tonelada da raiz sai da lavoura por R$ 150,00 e chega às farinheiras, de onde cada saco com 50 quilos de farinha sai atualmente por R$ 45,00. Enquanto isso nos supermercado os preços chegam a R$ 5,00 o quilo - diferença superior a 455%. Na primeira reunião em Graciosa foi apresentada uma planilha detalhada sobre custos de produção e valor de venda da mandioca. O exemplo toma como referência a produção de 80 toneladas em um alqueire, citando as despesas até a entrega na indústria. Por esse cálculo, os custos totais da produção chegam a R$ 19.900,00, enquanto que o valor de venda das 80 toneladas chega a R$ 12.000,00, acarretando prejuízo de R$ 7.900,00. A tonelada chegou a ser comercializada por R$ 140,00 no mês de janeiro, muito aquém das cotações médias oficiais de R$ 178,00 a tonelada. Esse preço também está abaixo do mínimo garantido pelo Governo Federal através da Conab - Companhia Nacional de Abastecimento - atualmente R$ 170,00 a tonelada para a Região Centro Sul. O problema em relação a tais valores é que o custo de produção ultrapassa R$ 240,00, sem contar duas recentes elevações de insumos. O custo médio apurado no Estado é um pouco inferior - 196,43 a tonelada para mandioca de um ciclo (um ano). No caso da mandioca de dois ciclos (dois anos) o custo se eleva para R$ 205,55. O Paraná deve colher nesta safra (2014/2015) cerca de 04 milhões de toneladas, o que representaria crescimento de apenas 5% em relação à safra anterior. Cerca de 52% do total plantado se concentram na Macrorregião Noroeste, produção em torno de 20,8 milhões de toneladas. A área total com plantio no Paraná é de 165.352 hectares, dos quais, 85.983 estão no Noroeste.
Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOTICIA/CIDADES/LOCAL/66066-PRODUTORES-AMEACAM-PARALISAR-COLHEITA-DE-MANDIOCA
PÁG. ANTERIOR