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O MOTIVO: OS CAMINHONEIROS FECHARAM RODOVIAS POR TODO O PAÍS E ESTÃO IMPEDINDO QUE VEÍCULOS COM CARGAS NÃO PERECÍVEIS SIGAM ATÉ OS DESTINOS. ENTRE OS PRODUTOS QUE NÃO PODEM SER TRANSPORTADOS ESTÃO OS COMBUSTÍVEIS

 Filas para abastecer veículos. Em muitos postos da região de Paranavaí essa foi a realidade na tarde de ontem, assim como ocorreu em outras partes do Paraná e em pelo menos mais oito Estados brasileiros.  O motivo: os caminhoneiros fecharam rodovias por todo o país e estão impedindo que veículos com cargas não perecíveis sigam até os destinos. Entre os produtos que não podem ser transportados sem bloqueio estão os combustíveis. Na tarde de ontem, motoristas fecharam a BR-376, entre os trevos de acesso a Nova Esperança. Foram pelo menos dois quilômetros de veículos parados em ambos os lados da rodovia e nas ruas marginais.  Em Apucarana, Mandaguaçu, Marialva e Santa Fé, entre outras cidades próximas, os caminhoneiros também estavam parados. Com isso, não somente postos de combustíveis, mas outros segmentos comerciais começaram a sentir falta de alguns produtos. Um dos organizadores do protesto em Nova Esperança, Cristiano Aparecido Pajonotti disse que a paralisação será por tempo indeterminado. Segundo ele, no primeiro dia de manifestação veículos com cargas vivas eram liberados, o transporte de outras mercadorias não. Ele explicou o que levou a categoria a parar. Os principais argumentos referem-se ao aumento do preço cobrado pelo litro do óleo diesel, mais de R$ 1 nos últimos três meses, e a desvalorização do frete, entre 25% e 30%. Mas há outros problemas enfrentados pelos caminhoneiros. A imposição da carga horária de oito horas, que ainda está sendo avaliada, e a elevação nos preços dos pedágios. Para se ter uma ideia, a viagem em um caminhão de nove eixos que sai de Nova Esperança e vai até Paranaguá requer o pagamento de R$ 640. Para o caminhoneiro Adriano Capel Ferreira, os profissionais da estrada estão sendo deixados de lado. “O custo do diesel sobe e o frete baixa. Estamos sendo esmagados pela livre iniciativa”. A solução seria tabelar os preços, sugeriu. Pajonotti enfatizou que “enquanto houver forças, vamos ficar parados”. Na avaliação dele, somente quando começar a faltar produtos em SUPERMERCADOS e postos de combustíveis, por exemplo, é que a luta deles será avaliada da forma como precisa. “Se o governo reagir com redução no preço do diesel ou aumento no valor do frete, abriremos as estradas”. (f/410) Neste posto de Nova Esperança o combustível já tinha acabado na tarde de ontem Foto: Robson Fracaroli (f/411) Consumidores formaram filas para abastecer em diferentes cidades da região Foto: Robson Fracaroli (f/412) Cristiano Aparecido Pajonotti disse que a paralisação continuará por tempo indeterminado Foto: Robson Fracaroli

Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOTICIA/CIDADES/LOCAL/65800-PROTESTO-PROVOCA-FALTA-DE-COMBUSTIVEL-EM-POSTOS-DA-REGIAO-DE-PARANAVAI


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