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ITAIPU ESTÁ GERANDO 13 MIL MW DE ENERGIA, PRÓXIMO DA CAPACIDADE MÁXIMA

 Depois do apagão de segunda-feira (19), a Usina Hidrelétrica de Itaipu vai ter que transferir 300 MW (megawatts) de energia além do que já é gerado normalmente para a região sudoeste do país. A medida foi anunciada pelo governo federal e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na terça-feira (20). E para atender a demanda, a usina em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, vai gerar mais de 13 mil MW no horário de pico – entre 14h e 16h – próximo da capacidade máxima, que é de 14 mil MW. A energia transferida para o sistema interligado nacional é suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Londrina, no norte do Paraná, que tem 538 mil moradores. A Itaipu gera 13% de toda a energia consumida no Brasil. “Nós estamos remanejando a nossa carga para atender tanto a Elétrobras com a Administração Nacional de Eletricidade (Ande), do Paraguai, nos seus respectivos picos”, explica o diretor técnico executivo, Airton Dipp. Das 20 turbinas da hidrelétrica, 19 estão em funcionamento. A vigésima está em manutenção programa, como é usual na hidrelétrica. Fora do horário de pico, duas unidades são desligadas. De acordo com a direção, durante à noite, quando o consumo é menor, a produção também diminui. Assim, é possível aumentar a capacidade do Lago de Itaipu para que possa ter água suficiente para a geração de energia durante o dia. ApagãoMesmo com a produção menor à noite, a liberação de água no lago depende de ainda outras hidrelétricas ao longo do Rio Paraná, como a de Jupiá e a de Ilha Solteira, na divisa dos estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Contudo, o nível do Lago de Itaipu é considerado normal. Na segunda-feira, o corte de luz foi feito por ordem do ONS e ocorreu às 14h55, segundo registro do órgão. Ao todo, 11 estados e o Distrito Federal foram atingidos. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga afirmou que o apagão teve como causa original uma falha em um conjunto de capacitores na rede de transmissão de energia entre o Norte e o Sudeste do país. Em nota, o operador explicou que houve “restrições na transferência de energia das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste" que "aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica”. As distribuidoras de estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste disseram que a redução no fornecimento de luz foi feita por orientação do próprio operador nacional. O ONS disse que adotou "medidas operativas em conjunto com os agentes distribuidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, impactando menos de 5% da carga do Sistema".

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