A CADA 100 RESIDÊNCIAS, ENTRE QUATRO E CINCO TÊM FOCOS DE LARVAS DO MOSQUITO DA DENGUE. FOI O QUE MOSTROU O LEVANTAMENTO FEITO PELOS AGENTES DE CONTROLE DE ENDEMIAS AO LONGO DESTA SEMANA
O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Lira) mostrou que Paranavaí enfrenta uma situação de alto risco. A cada 100 casas, entre quatro e cinco têm focos de larvas do mosquito que transmite a dengue. Durante três dias, agentes de controle de endemias visitaram residências de diferentes regiões da cidade e constataram que o percentual de infestação por Aedes aegypti está muito acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é 1%. Em Paranavaí, a média é de 4,7%. O secretário Municipal de Saúde, Agamenon Arruda de Souza, disse que o resultado do Lira era esperado, porque “a população não está colaborando”. Ele explicou: “A única ajuda de que precisamos é que os moradores não deixem água parada”, o que elimina a possibilidade de reprodução do mosquito. Souza comparou o percentual obtido a partir do Lira aos números registrados em 2013, quando Paranavaí enfrentou a pior epidemia de dengue da história - foram mais de 10 mil casos confirmados. Para se ter uma ideia, o primeiro Lira daquele ano apontou 6,5% de infestação. O segundo, 4,2%. DESCASO - Durante as visitas às residências da cidade, os agentes de controle de endemias encontraram focos de larvas do Aedes aegypti em diferentes lugares e objetos, mas o lixo descartado de forma irregular aparece como principal problema. 43,9% dos criadouros de larvas estão em garrafas, plásticos, latas e entulhos de construção. O secretário de Saúde classificou o comportamento dos moradores de irresponsável. E enfatizou: “Que cada um cuide do próprio quintal, para evitarmos que aconteça o mesmo que em 2013. Estamos preocupados que a epidemia possa voltar a Paranavaí”. AGRAVANTES - O diretor da Vigilância em Saúde, Randal Fadel Filho, disse que existem complicadores. O primeiro está nas condições do tempo, já que calor e chuvas frequentes aceleram o processo de eclosão dos ovos depositados pelas fêmeas. Outro agravante é o fato de que há municípios da região enfrentando epidemia de dengue. “O fluxo de pessoas que vêm dessas cidades para Paranavaí é grande”, afirmou Fadel Filho. E citou mais um fator que preocupa: a quantidade de mosquitos é alta. ESTRATOS - Para executar o Lira, a equipe da Vigilância em Saúde dividiu Paranavaí em quatro regiões. A estratificação permite saber onde há maior infestação por Aedes aegypti e, assim, em quais bairros será preciso agir de maneira mais incisiva no combate à dengue. A área que inclui os Jardins Santos Dumont e das Américas, o Conjunto Ettore Giovine, o Parque Industrial e o Distrito de Sumaré teve o maior índice de infestação, 6,2%. Na região central e no Silvio Vidal, foram 4,7%. Nos Jardins Ouro Branco, Ouro Verde e Morumbi, 4,6%. São Jorge, Simone e Vila Operária apresentaram 3,3% de infestação. Ações imediatas para o combate à dengue Com o alto índice de infestação por Aedes aegypti constatado em Paranavaí, a Secretaria de Saúde, a partir de ações da Vigilância em Saúde, irá adotar medidas imediatas de combate à dengue. Em reunião realizada na manhã de ontem, Randal Fadel Filho destacou algumas delas. Segundo o diretor da Vigilância em Saúde, será desenvolvido um trabalho de integração entre os setores públicos e privados, instituições, clubes de serviços, igrejas, empresas de comunicação e comunidade. As associações de moradores também terão papel decisivo nessa etapa da estratégia. Ao mesmo tempo, a equipe do Setor de Endemias intensificará o trabalho de fiscalização e eliminação de criadouros do mosquito da dengue em bocas de lobo, cavidades em árvores, ligações clandestinas de esgoto, aberturas em postes e sinalização de trânsito e fossas. Sobre a assistência à saúde: atendimento dos pacientes de acordo com a classificação de risco e cuidados específicos para os que estiverem com sintomas de dengue; notificação dos casos suspeitos e realização do chamado bloqueio (que são ações para evitar que outras pessoas contraiam a doença); e pulverização de veneno com a bomba costal.
Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOTICIA/CIDADES/LOCAL/64594-DENGUE-PARANAVAI-EM-SITUACAO-DE-ALTO-RISCO
PÁG. ANTERIOR