A EPIDEMIA DE EBOLA QUE ATINGE QUATRO PAÍSES DA ÁFRICA OCIDENTAL JÁ MATOU 1.069 PESSOAS, SEGUNDO BALANÇO DIVULGADO PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS) NESTA QUARTA-FEIRA (14).
A epidemia de ebola que atinge quatro países da África Ocidental já matou 1.069 pessoas, segundo balanço divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira (14). De acordo com a OMS, houve até o momento 1.975 casos confirmados, prováveis e suspeitos desde o início da epidemia, em março deste ano. Desde o último balanço, divulgado nesta segunda-feira (11), 128 novos casos foram registrados e 56 pessoas morreram. Nesta semana, o Comitê de Ética da OMS aprovou o uso de tratamentos não homologados para lutar contra a febre hemorrágica do ebola. “Diante das circunstâncias da epidemia e sob certas condições, o comitê concluiu que é ético oferecer tratamentos – cuja eficácia ainda não foi demonstrada, assim como os efeitos colaterais – como potencial tratamento ou de caráter preventivo”, afirma a nota da OMS. Até o momento não existe nenhum tratamento de cura ou vacina contra o ebola, epidemia que levou a OMS a decretar uma emergência de saúde pública mundial. Mas o uso do medicamento experimental ZMapp em dois americanos e um padre espanhol – que faleceu nesta terça-feira em Madri – infectados com o vírus quando trabalhavam na África provocou um intenso debate ético. O medicamento, do qual existe pouca quantidade, parece apresentar resultados promissores nos dois americanos, mas o religioso espanhol morreu nesta terça-feira em um hospital de Madri. A empresa americana Mapp Biopharmaceutical, que produz o medicamento, informou na segunda-feira que enviou o estoque para o oeste da África. Médicos de todo o mundo participaram nos debates da OMS na segunda-feira em Genebra. O comitê condicionou o uso dos tratamentos a uma “transparência absoluta sobre os cuidados, a um consentimento informado, à liberdade de escolha, à confidencialidade, ao respeito das pessoas e a preservação da dignidade e a implicação das comunidades”. Também estabeleceu “a obrigação moral de obter e compartilhar as informações sobre segurança e eficácia das intervenções”, que devem ser objeto de avaliação constante. (Fonte: G1)
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