PESCADOR EDSON DE SOUZA: A NOSSA SUSPEITA É DE QUE AS ALGAS ESTÃO MATANDO OS PEIXES DE ALGUMA FORMA, ESTAMOS PEDINDO UMA RESPOSTA DAS AUTORIDADES
Pescadores profissionais da Associação de Pescadores Profissionais e Criadores de Peixe do Porto São José denunciam o alto índice de peixes encontrados mortos no Rio Paraná, nas proximidades de São Pedro do Paraná e Porto Rico. O presidente da Associação aponta a proliferação de algas como uma das prováveis causas da morte dos peixes, que são encontrados boiando nas águas. “A nossa suspeita é de que as algas estão matando os peixes de alguma forma, estamos pedindo uma resposta das autoridades. O que não dá pra aceitar é que continue essa situação”, disse Edson de Souza Oliveira, pescador e presidente da Associação. Para os pescadores, as algas que se desenvolveram no lago da represa de Primavera e estariam se reproduzindo rapidamente, chegando ao Rio Paraná, na região das duas cidades. Entre as espécies encontradas mortas estão curimbas, piaparas, pacu, piracanjuba, entre outras. “A pesca parou, o que está gerando reflexos no comércio, que deixa de vender com a falta de pescadores”, destacou Aparecido Ferreira Martins, pescador profissional desde 1996. O pescador Luiz Albano, que exerce a função da pesca profissional há mais de 34 anos, relatou que os peixes capturados estão com gosto e cheiro diferente. “Os poucos peixes fisgados estão com gosto e cheiro de barro, já tive comprador que não levou o pescado por esse motivo”. Albano relembrou ainda a época onde se podia ver e ouvir os cardumes de peixe no Rio Paraná. “Já cheguei a tirar peixes com 90 quilos, hoje não dá pra pagar o óleo do barco”. Oliveira adiantou que a Associação deve entrar com uma ação judicial coletiva contra a SESP, pedindo reparação dos prejuízos. “Já estamos montando através da Associação uma ação coletiva contra a SESP”, finalizou Oliveira. IAP alega que peixes encontrados mortos é fruto de pesca predatória O chefe do escritório do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Mauro Braga disse à reportagem que os peixes encontrados mortos na superfície do Rio Paraná, é devido à pesca predatória com redes nas proximidades das comportas da represa de Primavera, onde a pesca é proibida. “Já estivemos percorrendo o Rio Paraná naquela região, e o que constatamos é a utilização de redes em locais de difícil acesso, onde o peixe fica preso e morre, e o pescador não consegue chegar a tempo de recolher o pescado que acaba rodando rio abaixo”, disse Braga. Braga também informou que não há informação da relação entre as plantas aquáticas e a mortalidade de peixes. “A própria UEM (Universidade Estadual de Maringá) que monitora o Rio Paraná, já nos informou que não há ligação entre a morte de peixes e as algas”, disse Braga que adiantou que o IAP continuará a monitorar a área.
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