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AS INTENSAS CHUVAS DESTE VERÃO NAS REGIÕES SUL E SUDESTE DO PAÍS PROVOCARAM AUMENTOS DE ATÉ 100% NO ATACADO NOS PREÇOS DE ALIMENTOS COMO BATATA, ALFACE E CENOURA. A ALTA RESULTA DA QUEDA NA OFERTA, CAUSADA PELO EXCESSO DE UMIDADE, QUE ESTRAGOU PARTE

As intensas chuvas deste verão nas regiões Sul e Sudeste do país provocaram aumentos de até 100% no atacado nos preços de alimentos como batata, alface e cenoura. A alta resulta da queda na oferta, causada pelo excesso de umidade, que estragou parte da produção, segundo as Ceasas (Centrais de Abastecimento) de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Em Minas, a saca de 50 kg de batata chegou a custar R$ 110 na última semana do ano, enquanto o preço normal nesta época fica em torno de R$ 50, segundo o chefe do Departamento Técnico da CeasaMinas, Wilson Guide.

As chuvas que atingiram o sul do Estado e a região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba dificultam a colheita e o escoamento da produção, já que muitas estradas ficaram em situação precária. Produtores de melancia, cenoura, beterraba, alface e chicória enfrentam situação parecida. Em São Paulo, as chuvas estragaram principalmente plantações da região metropolitana, no chamado Cinturão Verde, grande produtor de hortaliças. Segundo a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), houve aumento nos preços da alface, couve e rúcula.

Em dezembro, o setor de verduras registrou alta de 56,1% nos preços do atacado, e a expectativa é que a curva continue ascendente devido à previsão de mais chuva para as próximas semanas. Sul De novembro para cá, a Ceasa-PR registrou alta de até 100% no preço de alimentos como cenoura, beterraba e batata por causa do excesso de chuva. Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado, a previsão é de mais perdas nas lavouras de batata, que deve ser colhida neste mês, e de cebola, já em plena colheita. Ambas as culturas sofrem com a proliferação de fungos e bactérias quando persiste o mau tempo, segundo o técnico Marcelo Moreira. Outra preocupação no Estado é com "migração" da produção local para São Paulo, onde as perdas foram mais significativas. "O produtor vende para lá porque é mais vantajoso, pagam mais", diz Moreira.

A redução na oferta pode pressionar ainda mais os preços para o consumidor no Paraná. No Rio Grande do Sul, a Ceasa aponta alta de 66% na couve-flor e de mais de 25% no brócolis, repolho, chuchu, batata-doce e cenoura, considerando os preços da primeira semana do ano. O excesso de umidade, combinado com temperaturas altas, aumentou a incidência de "doenças fúngicas" nesses produtos, segundo o responsável pelas análises da Ceasa-RS, Claiton Colvelo. Frutas - No Paraná, as chuvas causaram transtornos também aos produtores de frutas de caroço, como pêssego e nectarina - o Estado é o terceiro maior produtor do país. A Faep (Federação dos Agricultores do Paraná) estima redução de até 50% na produção de uva e perdas de até 30% nas frutas de caroço, produzidas na região Norte do Paraná.

Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOVO/NOTICIA_DET.PHP?CDNOTICIA=27978


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