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ACCORSI ENFATIZOU JUNTO AO GOVERNADOR, A PREMENTE NECESSIDADE DA TOMADA DE ATITUDE PARA DIMINUIR OS EFEITOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS REGISTRADAS NOS ÚLTIMOS TRINTA ANOS NO QUE TANGE AO AUMENTO DA VELOCIDADE DOS VENTOS

 CURITIBA - O deputado Luiz Accorsi fez entrega, ao governador Beto Richa, do documento sugerindo estudos para a adoção de incentivos à prática ambientalista de quebra ventos nas regiões Noroeste e Oeste do Estado. O trabalho foi organizado pelo seu assessor para a Imprensa, Parreiras Rodrigues, autor de outras propostas para solução de problemas socioeconômicos e ambientais, como a bem-sucedida ideia do cultivo do coco como alternativa agroindustrial e de reflorestamento para a região do Arenito Caiuá. Accorsi enfatizou junto ao governador, a premente necessidade da tomada de atitude para diminuir os efeitos das alterações climáticas registradas nos últimos trinta anos no que tange ao aumento da velocidade dos ventos. “Estudos mostram que as regiões Noroeste e Oeste são a porta de entrada dos ventos que a partir das três últimas décadas, tiveram a sua velocidade média de 20/30 km por hora para até 120 km/h, provocando uma série de prejuízos nas cidades e nos campos, além do envergamento ou mesmo derrubada das torres de transmissão da Companhia Paranaense de Eletricidade, a Copel”, adiantou. Do estudo, constam inúmeras matérias estampadas por jornais paranaenses, referindo-se aos estragos provocados pelos temporais principalmente em 1983, o ano da grande enchente do Rio Iguaçu, além de importante reportagem veiculada pelo jornal Gazeta do Povo sobre Tentativa para explicar as alterações climáticas na bacia do Rio Paraná.  “Se os estados do Sul do Brasil ainda dispusessem de cobertura florestal permanente, de qualquer tipo, a catástrofe que prejudicou dezenas de municípios e desabrigou milhares de vítimas, não teria sido tão devastadora”, disse o professor Winfried Blum, da universidade de Ciências Agrárias de Viena, que esteve na Universidade Federal do Paraná, participando de uma série de projetos de pesquisa e ministrando seminários no curso de pós-graduação de Conservação de Solos.  Deputado não espera simpatia  imediata por parte dos agricultores O deputado Luiz Accorsi sabe da reação num primeiro momento por parte dos sojicultores/triticultores, pois imaginam a perda de área de plantio. O projeto espera então a intervenção dos agrônomos dos órgãos vinculados à Seab - Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento para apontar as vantagens como a diminuição do esparramamento das doenças através dos ventos, a ferrugem, por exemplo; a conservação da umidade no solo; a diminuição da velocidade dos ventos, a proteção contra geadas, menos despesas com o controle de erosão, principalmente. Accorsi cita trabalhos desenvolvidos há anos, pelo Iapar/Londrina, à frente o pesquisador Alex Carneiro Leal. Finalmente, enumera alguns dos danos causados pelos ventos como a deformação das plantas, o aumento da transpiração e redução da área foliar, o fechamento dos estômatos, resultando na diminuição da fotossíntese e o desenvolvimento do sistema radicular profundo para manter as taxas de transpiração e fotossíntese, reduzindo o crescimento da parte aérea (nanismo), para plantas perenes.

Créditos : HTTP://WWW.DIARIODONOROESTE.COM.BR/NOTICIA/CIDADES/ESTADUAL/43429-PROJETO-DE-ACCORSI-RECOMENDA-QUEBRA-VENTOS-PARA-DIMINUIR-DESASTRES-AMBIENTAIS#.URLAD9JDSPK


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