ÍNDICE MOSTRA QUE MORADORES ESTÃO SEPARANDO MAIS O LIXO RECICLÁVEL. ESTUDO DA PREFEITURA FOI DIVULGADO NESTA TERÇA-FEIRA (10).
Uma pesquisa da Prefeitura de Paranavaí sobre a qualidade do lixo na cidade, localizada na região noroeste doParaná, mostra que o aterro sanitário ainda recebe 31% do lixo reciclável coletado na cidade. O estudo, realizado entre os dias 23 e 30 de novembro de 2013, foi divulgado pela administração municipal nesta terça-feira (10). O índice representa que os moradores estão separando de forma mais adequada o reciclável ao se comparar com uma avaliação realizada em julho. Na pesquisa anterior, 34% de materiais recicláveis estavam misturados a resíduos orgânicos. Para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o número não é o ideal, mas demonstra que população está mais consciente. Assim como na primeira pesquisa, a Secretaria do Meio Ambiente analisou detalhadamente mostras do lixo que foi jogado fora pelos moradores e que chegou ao aterro. Com isso, os técnicos avaliaram a qualidade do lixo e puderam indicar quais setores estavam separando os resíduos com mais frequência e, em quais bairros os moradores não estavam atentos para a separação correta. De acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira, alguns bairros, como o Jardim Ipê e Santos Dumont, apresentaram um dos maiores índices de separação, destinando apenas 33,42% dos recicláveis para o aterro. Em agosto, o número era de 35,17%. O bairro Jardim Ouro Branco foi outro setor que reduziu o envio de lixo reciclável para o aterro, em julho o índice era de 38,16%, já em novembro foi de 27,13%. No entanto, foi um dos 11 setores que mais descartou lixo eletrônico incorretamente.Para o diretor de Gestão Ambiental da Prefeitura de Paranavaí, Edson Hedler, a redução significativa da quantidade de recicláveis destinada ao aterro mostra que a conscientização ambiental é o caminho para deixar a cidade mais limpa . “Em seis meses, diminuímos em 3% a proporção de resíduos recicláveis que não são separados. Isso demonstra que os projetos de educação ambiental estão dando certo e que é possível reciclar ainda mais”, afirma Hedler. Enquanto os três bairros melhoraram a separação, os bairros Jardim São Jorge, São Vicente, Sumaré, Aeroporto e Monte Cristo pioraram. Em julho, os moradores do Jardim São Jorge e São Vicente, por exemplo, destinavam 30% do reciclável, em novembro o índice saltou para 34,13%. Os bairros Sumaré e Monte Cristo destinaram pouco mais de 40% do reciclável para o lixão, em julho o índice foi de 36,34%. Com mais esse novo número, a Secretaria do Meio Ambiente está programando mais duas pesquisas sobre a qualidade do lixo na cidade em 2014. Para 2015 , a ideia é inserir uma coleta exclusiva de lixo orgânico, separando os rejeitos – como papel higiênico, guardanapo, fraudas – de cascas de frutas, restos de legumes e verduras. Assim, a secretaria quer montar um espaço específico na cidade para a realização de compostagem e assim diminuir a quantidade de lixo destinado ao aterro sanitário.
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